A Paranapanema é a maior produtora brasileira não integrada de cobre, com atuação na fundição e refino de cobre primário e produção de semimanufaturados de cobre e suas ligas. Gera mais de 2,2 mil empregos e registrou receita líquida de R$ 3.5 bilhões em 2017.

As ações da Paranapanema são listadas e negociadas no mais alto nível de governança corporativa da B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão desde 1971, e dentro do segmento “Novo Mercado” desde 2012, sob o código PMAM3.

Com capacidade instalada de 285 mil toneladas, a companhia atua em toda a cadeia industrial, desde a transformação do cobre mineral em cobre metálico (cobre primário ou catodo), atividade na qual é a única empresa no Brasil, até a produção e venda de produtos de cobre (vergalhões, fios trefilados, laminados, barras, tubos, conexões etc) e co-produtos (ácido sulfúrico e lama anódica, por exemplo), substâncias extraídas do processo produtivo.

A empresa possui três plantas industriais, sendo uma unidade de cobre primário, localizada no município de Dias D'Ávila (BA), e duas plantas de produtos de cobre e suas ligas, uma localizada no município de Santo André (SP) e outra na cidade de Serra (ES), além de um centro de distribuição em Itatiaia (RJ).

O parque industrial único, que reúne diversas tecnologias, permite produção de alta pureza (99,99% de cobre) e o processo de fusão e refino superior e moderno garante qualidade e melhor desempenho dos produtos nas diversas aplicações. Desde 2012, a companhia vem realizando uma série de investimentos nas instalações industriais tendo modernizado as áreas de fundição e refino de cobre (eletrólise) na planta de Dias D'ávila (BA) e inaugurado a mais moderna fábrica de tubos sem costura no Brasil na unidade de Utinga, em Santo André (SP).

O cobre primário produzido pela Paranapanema tem, desde 1989, registro na London Metal Exchange (LME - bolsa de metais não ferrosos) com a marca CbM, o que permite sua comercialização no mercado externo como commodity internacional. Em fevereiro de 2015, a empresa também obteve certificação da LME para mais uma marca, a CbM-P, que registrou na bolsa de metais o cobre produzido com tecnologia de catodo permanente.

História em resumo

A Paranapanema S.A. (a “Companhia” ou “Paranapanema”) teve origem em 1961, concentrando suas operações em construção civil pesada, e diversificando suas atividades a partir de 1965, com o ingresso na área de mineração. O incremento na atuação no setor de mineração acentuou-se após a abertura de capital e listagem na Bovespa (atual B3) em 1971 com investimentos em pesquisa e desenvolvimento de técnicas de mineração, com a conseguinte constituição da Mineração Taboca S.A. (extração de cassiterita) e da Mamoré Mineração e Metalurgia Ltda. (metalurgia do estanho e ligas).

Em 1974, o BNDES adquiriu o controle da Paranapanema, contribuindo de forma significativa para a continuidade das pesquisas em mineração.

Entre 1978 e 1979, as operações foram verticalizadas, passando a abranger desde a extração da cassiterita até a industrialização e comercialização do produto final (estanho metálico), tornando a mineração de cassiterita o principal negócio da Companhia. Concomitantemente, a divisão de construção civil foi diversificada, ampliando seu espectro de atuação com a prestação de serviços em saneamento básico e afins.

Após cerca de uma década de crescimento e diversificação, a Companhia apresentou sinais de retração no início dos anos 90, como consequência da redução dos investimentos do setor público em obras, da depressão dos preços do estanho no mercado internacional e da valorização do real frente ao dólar, impactando as atividades exportadoras.

Em 1995, a Paranapanema passou a ser controlada por um grupo de fundos de pensão liderados pela PREVI (Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil). Este movimento abriu caminho para as aquisições da Caraíba Metais S.A. e da Eluma, ambas no segmento de cobre, e da Paraibuna, inserida no mercado de zinco. Também nos anos 90 foi constituída a Cibrafértil – Companhia Brasileira de Fertilizantes S.A., com o fim de utilizar produtivamente o ácido sulfúrico, um subproduto das operações da Caraíba Metais.

O grupo de investidores liderou um processo de profissionalização da gestão, e a Paranapanema passou a concentrar investimentos no segmento de metais não ferrosos, encerrando, em 1996, as atividades de construção civil.

A Paranapanema passou a exercer o papel de holding sem atividade operacional e a nova configuração de segmentos operacionais passou a ser: Estanho (Mineração Taboca S.A. e Mamoré Mineração e Metalurgia Ltda.), Cobre (Caraíba Metais S.A.), Zinco (Companhia Paraibuna de Metais) e Produtos de Cobre (Eluma S.A. Indústria e Comércio). A adoção deste modelo permitiu centralizar estratégias, aproveitar as sinergias administrativas, acompanhar melhor a implantação de medidas que visavam à reestruturação de diversas áreas e procedimentos.

O final da década de 90 foi um período desafiador para a Paranapanema, com o impacto da deterioração do cenário macroeconômico global. O foco da Companhia foi concentrado na reestruturação do endividamento em meio à crise asiática (1997), às conturbações no leste europeu (meados de 1998), e à desvalorização cambial de 1999. No início de 2002, foi concretizada a alienação integral da participação detida pela Paranapanema na Companhia Paraibuna de Metais, sendo que os recursos advindos da referida alienação foram utilizados para a adequação da estrutura de capital da Companhia.

Em dezembro de 2003, as atividades da Mamoré Mineração e Metalurgia Ltda. foram paralisadas e os esforços foram concentrados na venda de seus equipamentos. Em 2004, as operações do segmento de estanho foram concentradas em uma única empresa através da criação de uma filial da Mineração Taboca S.A. em SP, que assumiu as operações industriais e metalúrgicas da sociedade controlada Mamoré Mineração e Metalurgia Ltda.

A partir do final de 2006 foi implementado um novo processo de reestruturação corporativa, operacional, administrativa e financeira, que priorizou o equacionamento do endividamento e a adequação da estrutura de capital da Companhia,  além  da listagem ao Nível 1 de Governança Corporativa da B3. A reestruturação culminou com a liquidação de uma dívida não operacional com credores/acionistas, passando a apresentar caixa líquido e uma estrutura de capital adequada ao seu negócio ao final de 2008.

Também em 2008 houve a alienação dos ativos na área de mineração e metalurgia de estanho, com a venda da Mineração Taboca S.A. e subsidiária para o grupo peruano Minsur, o que contribuiu significativamente para aumentar as disponibilidades da Companhia.

Ao final de 2009 teve início uma nova etapa de reestruturação societária com o objetivo de simplificar a estrutura organizacional e adequar a gestão estratégica da Companhia, de modo a permitir o crescimento com lucratividade, agregando valor aos seus produtos e aos seus acionistas, melhorando as suas margens e a competitividade, com ganhos de escala e economia de custos. Foi aprovada a incorporação e extinção da Caraíba Metais S.A. (fundada em 1969 e com operações de produção de cobre desde 1982) pela Paranapanema.

Em 2010, a Companhia deixa de exercer atividades de mineração, cedendo integralmente seus direitos minerários à terceiros.

Ainda em 2010, todas as ações preferenciais de emissão da Paranapanema foram convertidas em ações ordinárias, sob o código PMAM3, em preparação para migração da Companhia para a listagem no segmento Novo Mercado da B3. Neste mesmo ano, a Eluma foi incorporada pela Paranapanema com o objetivo de consolidar os investimentos e unificar atividades operadas por entidades jurídicas distintas, fortalecendo a estrutura patrimonial, operacional e organizacional. Essa incorporação representou uma etapa relevante do processo de integração, simplificação e consolidação societária da Companhia.

Neste mesmo ano, a Paranapanema comunicou aos seus acionistas que teve conhecimento de Fato Relevante divulgado pela Vale S.A. (“Vale”), por meio do qual o mercado foi informado sobre Oferta Pública voluntária (“OPA”) visando à aquisição de 100% das ações ordinárias de emissão da Paranapanema, ao preço de R$6,30 por ação ordinária, condicionando a eficácia da OPA à aquisição de, pelo menos, 50% mais uma ação ordinária. O Edital da OPA foi publicado pela Vale em 02 de agosto de 2010 e o leilão ocorreu no dia 01 de setembro de 2010 às 15h na B3. Como resultado do leilão, a Vale não atingiu as condições para a eficácia da oferta (aquisição de no mínimo 50% mais 1 ação com direito a voto de emissão da Paranapanema).

No início de 2011, após a conclusão das reestruturações financeiras, tributária e societária, o Conselho de Administração aprovou um Plano de Investimentos de R$702 milhões para o período de 2011 a 2013, para expansão da capacidade instalada e atualização tecnológica, tanto de cobre refinado quanto de semielaborados de cobre e suas ligas.

No início de 2012, as ações da Companhia passaram a ser negociadas no segmento Novo Mercado da B3, o mais alto nível de Governança Corporativa, trazendo compromisso com maior transparência para os investidores e ao mercado de capitais.

No mesmo ano, a Paranapanema alienou 100% das ações de que era titular na Cibrafértil – Companhia Brasileira de Fertilizantes S.A., à OFD HOLDING INC., controladora da companhia de fertilizantes colombiana Abocol Abonos Colombianos S.A.

Assim, o foco operacional da Paranapanema passou a ser a fundição e refino de cobre primário e semimanufaturados de cobre e   suas ligas, com atividades distribuídas em quatro unidades industriais, divididas em 2 linhas de negócios:

- Unidade Cobre Primário, localizada no município de Dias d’Ávila (BA) atuando na fundição e refino de cobre eletrolítico sob a marca Caraíba e na metalurgia de semielaborados de cobre;

- Unidade Produtos de Cobre, atuando na metalurgia de semielaborados de cobre e suas ligas em Utinga e Capuava, localizadas em Santo André (SP) e Serra (ES), sob a marca Eluma.

Em 2013, foi concluída a modernização e ampliação da unidade de Cobre Primário, que incluiu a modernização do processo de eletrólise, que elevou a capacidade instalada de produção anual de cátodo de cobre de 230 mil toneladas para 280 mil toneladas. No mesmo ano foi inaugurada a nova fábrica de tubos de cobre sem costura “Cast & Roll”, na unidade de Produtos de Cobre em Utinga, aumentando a capacidade anual instalada para 36 mil toneladas de tubos de cobre com paredes mais finas.

Em 2015, em busca de maior eficiência operacional e redução de custos e despesas, foi encerrada a operação da planta de Capuava, que teve seus processos produtivos transferidos para Utinga.

Ainda em 2015, foi inaugurada a “Trefila IV” na planta de Dias d’Ávila (BA), máquina que modela vergalhão para transformá-lo em fio de cobre, agregando maior valor ao produto final. O investimento de aproximadamente R$12 milhões permitiu à Companhia ampliar sua capacidade de produção de fios em 60%, partindo de 50 mil para cerca de 80 mil toneladas por ano.

Assim, a Companhia passou a ser o único produtor brasileiro não integrado de cobre refinado. E um dos líderes de mercado do país no segmento de produtos de cobre, como laminados, barras, tubos, conexões e ligas de cobre.

Em 2016, a Companhia foi fortemente atingida pela crise de crédito do Brasil, tendo divulgado, em 31 de Maio de 2016, Fato Relevante informando a seus acionistas e ao mercado a respeito da contratação de assessor financeiro para auxiliar a Companhia na implementação de medidas que visavam fortalecer e readequar a sua estrutura de capital, liquidez, bem como seu perfil de endividamento, de modo a assegurar o pleno desenvolvimento de suas atividades e adequar a sua capacidade financeira  às perspectivas de curto, médio e longo prazos, com o objetivo principal de preservar as suas capacidades financeiras e  operacionais (“Reestruturação”).

Em 20 de abril de 2017, por meio de Fato Relevante, a Paranapanema informou ao mercado que foi celebrado um documento denominado Memorando de Entendimentos Não Vinculante para a Renegociação de Dívidas da Companhia” (o “Memorando” ou “MoU”), juntamente com seus principais credores financeiros (“Credores Anuentes”), aditado sucessivamente, por meio do qual os Credores Anuentes comprometeram-se a não tomar medidas relacionadas a cobrança de seus créditos, inclusive abstendo-se de vencer antecipadamente obrigações de pagamento de principal ou juros, executar garantias, ou fazer apontamentos voluntários nos cadastros dos órgãos de proteção ao crédito em decorrência dos  instrumentos financeiros e/ou de dívida bancárias elencados no Acordo de Standstill, pelo prazo que o MoU vigorasse.

No âmbito de referido Memorando, a Companhia e os Credores Anuentes avançaram na negociação dos termos e condições do processo de renegociação das dívidas representativas de 84% do endividamento da Companhia perante os Credores Anuentes, conforme informações previstas no item 6.6 deste Formulário de Referência.

Em 21 de julho de 2017, nos termos do Fato Relevante publicado nesta data, a Companhia celebrou acordo de investimentos com a Glencore International Investments Ltd. (“Glencore”), no qual esta se comprometeu a aportar R$66 milhões no capital da Companhia, em uma operação de capitalização realizada mediante emissão de ações, além do cumprimento de cláusulas suspensivas comuns a este tipo de operação.

A Companhia concluiu em setembro de 2017 o processo de fortalecimento da estrutura de capital e reestruturação do seu endividamento, com o término da vigência do Acordo de Standstill. Entre as ações concretizadas houve oferta pública com esforços restritos de distribuição primária das ações, totalmente capitalizadas e integralizadas, e oferta pública com esforços restritos de colocação de debêntures.

Do total de 360.003.818 debêntures, 255.358.478 já foram convertidas em ações (249.402.021 em 10 de outubro de 2017 e 5.956.455 em 06 de março de 2018), restando o saldo de 104.645.348 pendentes de conversão.

Em linha com o plano de negócios, a Companhia concluiu em 01 de maio de 2018 a Manutenção Programada no complexo industrial de Dias d´Ávila – Bahia, iniciada em 26 de março de 2018, que teve como principal objetivo, resgatar a eficiência da planta de fundição de cobre (Smelter) garantindo o perfeito cumprimento do planejamento de produção nos próximos anos e além de melhor adequação às normas regulamentadoras. Essa manutenção também trouxe maior segurança e aderência às exigências ambientais nas operações da unidade.

Entidades do grupo – “Controladas”

A Companhia detém as seguintes participações societárias em suas Controladas diretas:

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